Nervos à flor da pele

Photo : KaDDD

Pandemia, paramédicos, paranóia,
Febre, tosse, exaustão.
Falta o ar, faltam testes, falta tudo.
Dúvidas… muita imaginação.

Clausura, solidariedade, (des)união.
Rebanho sem pastor,
Nenhum país tem a solução.

E quando ninguém se entende
O divino sobrepõe-se à razão.

Ricos, pobres, louros, morenos
Gordos, magros, solteiros, casados.
Do Sul, do Norte, de todo o lado!

Crianças, jovens e velhos.
Contam-se os vivos,
Enterram-se os mortos.
E cada qual é deixado à sua sorte.

Somos todos humanos.
Somos todos iguais?!
Sobreviver é uma vitória.
Pandemia, fim da história.

Filipa Moreira da Cruz