Quimera

Photo : Filipa Moreira da Cruz

O tempo não para
O silêncio é coisa rara
Queremos o que não temos
Desejamos o que já tivemos
Percorremos o mundo
Sem respirar um segundo
Somos escravos da multidão
Não sabemo viver com a solidão
Vamos longe e não encontramos
Tudo aquilo que buscamos
Porque não olhamos
Para o que temos debaixo do nosso nariz
Regressamos de mãos vazias
Com a alma feita em pedaços
Apanhamos os cacos
Tentamos curar os males do coração
Perdemos o chão
Vivemos na ilusão
De que um dia seremos felizes
Mas esquecemo-nos das nossas raízes
E se deixassemos de percorrer uma quimera?
E começassemos a viver os nossos sonhos
Como se todos os dias fossem uma doce Primavera?

Filipa Moreira da Cruz

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