Paradoxo

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Às vezes, julgo-me fútil
Outras, nem por isso
Por vezes, imagino-me imortal
Outras, apetece-me fechar os olhos
E partir… para bem longe
Algumas vezes, pretendo alcançar tudo
Outras, limito-me a agarrar
O que está aqui ao lado
Poucas vezes, penso em mim
Outras, não há espaço para ti
Raras vezes, resisto à tentação
Outras, impeço-te de ser feliz
Às vezes, penso que sou especial
Outras, apercebo-me que valho pouco
Por vezes, flutuo entre o ontem e o amanhã
Outras, aproveito apenas o presente
Algumas vezes, sonho em voz alta
Outras, abafo os meus desejos
Poucas vezes, peço ajuda
Outras, reclamo atenção
Raras vezes, gosto de mim
Quase sempre, mudo de opinião.

Filipa Moreira da Cruz

9 commentaires sur « Paradoxo »

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