Dia Internacional da Mulher

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Terça-feira, 3 de novembro de 2020 não foi apenas o dia das eleições americanas. A partir desta data, quase todas as mulheres do mundo trabalharam gratuitamente até ao final do ano. Esta situação resulta da desigualdade salarial entre os dois sexos. De acordo com dados da Eurostat as mulheres recebem, em média, 16% menos que os homens. Considero importante revelar estes dados na data em que se celebram os direitos das mulheres, embora as mulheres existam todos os dias e não apenas no dia 8 de março.

Os homens e as mulheres não são iguais. Não há sexo forte nem sexo fraco. Há dois seres distintos com forças e fragilidades. Precisamos de ambos e, sobretudo, que os dois tenham consciência do que os une e do que os distingue. Talvez por isso prefira a equidade à igualdade. Esta última, implica o mesmo tratamento para todos. Na igualdade não há espaço para a diferença, não se têm em conta as diversidades.

Já a equidade, do latim aequitas, refere-se à capacidade de apreciar e julgar com retidão, imparcialidade e justiça. A equidade aplica as regras existentes a uma situação concreta, de forma justa. Seria como reconhecer que todos necessitam de atenção, mas não necessariamente do mesmo atendimento. Não pretendo ser igual aos homens, mas sim tratada de uma forma justa e imparcial.

Infelizmente, algumas mulheres estão longe de alcançar a equidade social. Ainda há um longo caminho a percorrer. Continuam a existir casamentos arranjados entre raparigas de 10 ou 11 anos com homens que têm idade para serem seus pais ou, até mesmo avós. As vítimas de prostituição e de pedofilia ainda são, maioritariamente, femininas. São mais comuns os casos de violência conjugal sobre a mulher, embora o inverso também ocorra.

Sébastien Sabouret

As condições das mulheres dependem, e muito, do sítio onde nasceram e/ou vivem. Alguns países africanos (e não só) ainda praticam, impunemente, a mutilação genital feminina. Na índia e no Paquistão as violações coletivas são quase diárias e as vítimas são sempre do sexo feminino. No México, na Colômbia, no Chile, no Brasil uma mulher é raptada, violada ou assassinada a cada dois minutos. Durante o confinamento desapareceram 900 raparigas no Perú, 70% das quais menores de idade.

Em muitos países, a escola é reservada aos indivíduos do sexo masculino e as raparigas arriscam a vida para ir estudar. O regime taliban vende, apedreja, viola, massacra, prostitui e abusa das mulheres. A poligamia ainda existe, mas é sempre um único homem com várias mulheres. O infanticídio feminino é muito comum na China e na índia, onde as raparigas são um fardo para a família.

A lista de exemplos de maus tratos às raparigas e mulheres é extensa e ampla. Nenhum país fica de fora e quase todos são cúmplices, direta ou indiretamente. Quando ocorreu o tsunami no sudoeste asiático muitas das vítimas eram europeus ricos que viajaram sozinhos em busca de sexo com carnes frescas, jovens e virgens. O voyeurisme no seu esplendor.

E os homens nisto tudo? São apenas os maus da fita? As mulheres são sempre as vítimas e os homens os carrascos? Obviamente que não! Há mulheres maquiavélicas e vingativas que têm prazer em humilhar e espezinhar os homens, chegando mesmo a cometer crimes passionais. A prostituição masculina também existe. Há homens que sofrem maus tratos e rapazes que são violados, massacrados, assassinados. Mas a verdade é que são uma minoria. Ainda bem para eles.

Filipa Moreira da Cruz

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