Le silence de la mer

Photo : Filipa Moreira da Cruz

La pénombre décore le ciel
Devant moi, l’horizon se couche
La nature se tait
À l’exception des vagues
Qui s’écrasent contre le rocher
Je souris à la lune
Caressée par les étoiles
Mes soucis s’éclipsent en un éclair
Apaisée, je retrouve le chemin de la lethargie
Le sommeil triomphe et un silence tranchant aussi.

Filipa Moreira da Cruz

La noche

❤🌠

Santiago Galicia Rojon Serrallonga

SANTIAGO GALICIA ROJON SERRALLONGA

Derechos reservados conforme a la ley/ Copyright

El silencio de la noche tiene rumores. Los murmullos nocturnos presentan sigilos. El ambiente estelar, en el cielo, envuelve a la gente en el mundo, en su terruño, y la transporta a los sueños, a otras fronteras, donde todo es posible, mientras las gotas de la lluvia deslizan en los cristales, a veces mudas, en ocasiones estridentes, igual que palabras, letras y poemas que alguien pronuncia suave o tal vez apresuradamente. La noche ofrece, a algunos, su belleza y su encanto, y a otros, en cambio, regala su terror y su insomnio. Cada hombre y mujer vive sus noches o se ausenta de sus horas y se refugia en historias que son reales y también fantasía, hasta que regresa al siguiente día, al amanecer, como un viajero que desciende a la estación del ferrocarril o desembarca en algún puerto…

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Une maison sur l’eau

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Les pieds dans l’eau
La tête sur les nuages
Mon corps se décompose en morceaux
Ma vie est une chimère, un mirage
J’habite de l’autre côté du fleuve
Là, où personne n’ose y aller
Chaque jour est une épreuve
Et mon jardin secret est dévoilé
Peu à peu, en tatonnant
J’arriverai à mes fins
Pour l’instant
Je vis le moment présent.

Filipa Moreira da Cruz

Três dias sem notícias do resto do mundo

Photo : KaDDD

Na sexta-feira de manhã o meu telefone, smart só quando quer, amuou. Simplesmente, deixou de dar sinais de vida. Tentei tudo: ligar, carregar a bateria, tirar a carta SIM e voltar a colocá-la, soprar para eliminar o pó. Nada! Decidi não dar muita importância ao assunto. Quando chegasse a casa, voltaria a empenhar-me. Estava quase certa que, após algumas horas de descanso a birra passaria. Enganei-me.

Fiquei três dias e três noites sem telemóvel. E agora? Família, amigos, trabalho, fotografias, banco, notícias… A minha vida inteira está no maldito smartphone. No início, senti-me perdida e incompleta. Mas essa sensação durou apenas alguns minutos. Não era o fim do mundo. Decidi interpretar esta morte súbita como um sinal. Na segunda-feira pensaria se valeria a pena reparar o telefone antigo ou, simplesmente, comprar um novo. Até lá, aproveitaria, da melhor forma possível, esta liberdade inesperada. E nem imaginam que bem me soube!

Terminei um livro e comecei outros dois. Pus a escrita em dia. Os meus filhos agradeceram todos os momentos partilhados sem o toque que anuncia a chegada de uma nova mensagem. Estranho! Jogamos em família, experimentamos receitas novas. Corrijo, provei pratos deliciosos. O fim-de-semana de confinamento seguiu a habitual rotina, mas com um detalhe que fez toda a diferença: a ausência do meu telefone. E este pormenor foi fundamental para obrigar-me a rever a minha relação com o aparelho que cabe no bolso ou na palma da mão.

Muitos adultos queixam-se que as crianças e os jovens são dependentes do telemóvel. Não resistem a deslizar o dedo pelo pequeno ecrã em troca de jogos viciantes, desafios perigosos, vídeos excêntricos. Comunicam em permanência com os amigos, tiram selfies. A nova realidade só veio piorar estes comportamentos. Tudo se passa à distância. E sentimo-nos menos sozinhos com um telefone inteligente nas mãos. Não escrevo (felizmente!) com conhecimento de causa. Os meus filhos ainda não fazem parte das vítimas, mas lá chegarão. Ninguém fica indiferente ao poder da caixinha mágica.

Photo : KaDDD

Mas que exemplo damos nós? « Faz o que te digo, não faças o que eu faço ». Mais importante que proibir é tentar ser o modelo a seguir. E, muitas vezes, falhamos. Porque somos humanos. Porque também somos escravos das tecnologias que comandam as nossas vidas. Porque não resistimos a ler as notícias que desfilam, em permanência, pelo ecrã. Porque o mundo não pára e não queremos ficar para trás.

As crianças do século XXI nasceram na era digital e não podemos exigir que recusem as tecnologias do dia para a noite. Devemos sim, defender o uso inteligente do computador, da tablete e do smartphone para que sejam ferramentas úteis e não donos e senhores das nossas vidas. Devemos assumir o controlo em vez de sermos controlados.

Na segunda-feira já estava a fazer planos de ir comprar um telemóvel depois do trabalho. Este gasto não vinha muito a calhar, mas não poderia estar incomunicável eternamente. Qual não foi o meu espanto quando o telefone reagiu quando, sem esperança, o voltei a ligar? Afinal, não passou de um capricho. Algo habitual nas máquinas criadas pelos humanos e para os humanos. Fizemos um pacto. Prescindirei do meu smartphone todos os domingos. Dou-lhe folga uma vez por semana. Faz-lhe bem a ele e a mim também.

Filipa Moreira da Cruz

A Book Tour of Brittany

Bonjour From Brittany

Generations of writers have long drawn artistic inspiration from the unique atmosphere found in the small corner of northern Europe that is Brittany. Stimulated by these surroundings, locals and visitors alike have often put pen to paper with notable worldwide success; this post highlights some authors and their books not featured in an earlier literary tour of Brittany.

“I shall go to some quiet place in France to get right again; I don’t mean to live with anybody, even my own family but to occupy myself thoroughly.” These words were written by the English poet Robert Browning (1812-1889) not long after the death of his wife, the arguably greater poet Elizabeth Barrett Browning. Seeking solitude, Browning decided that Brittany offered the desired conditions. After his wife’s death, he stayed near Dinard for three months in 1861; the summer of 1863 was spent in Sainte-Marie, “a wild little place in…

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Azzurro

Un matin, l’un de de nous manquant de noir, se servit de bleu : l’impressionnisme était né.

Pierre-Auguste Renoir
Photo : Filipa Moreira da Cruz

 “Y todo ardía en azul, todo una estrella”.

Pablo Neruda

Blue has no dimensions, it is beyond dimensions, whereas the other colours are not….

Yves Klein
Photo : Filipa Moreira da Cruz

Naquele dia, fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoado para sempre. Nem sei de quê.

Mario Quintana
Photo : Filipa Moreira da Cruz

Para vermos o azul, olhamos para o céu. A Terra é azul para quem a olha do céu. Azul será uma cor em si, ou uma questão de distância? Ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul.

Clarice Lispector

Silencio

Hoy no tengo fuerzas para enfrentarme al mundo
Necesito quedarme sola
Quiero perderme en un lugar lejano
Donde nadie pueda encontrarme
Escuchando el silencio
Que vive entre las flores y las mariposas.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Art nestled in the nature

Creativity is contagious, pass it on.

Albert Einstein

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Campo de espigas

Espigas ao vento
Esperança e alento
Campo verde e florido
Amor presente e sentido
Nuvens brancas ou cinzentas
Na paisagem que integras
Andorinhas a voar
Pássaros a cantar
Sol tímido e fugaz
E a chuva que o céu traz
Lembram-nos qua a mãe Natureza
É pura magia e beleza.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Quic-en-Groigne

Ni Français, ni Breton, Malouin suis.

Devise de Saint-Malo

L’homme n’a pas besoin de voyager pour s’agrandir ; il porte avec lui l’immensité.

François-René de Chateaubriand

Photos : Filipa Moreira da Cruz