Renascer

Photo : Filipa Moreira da Cruz

O mundo desaba
A felicidade acaba
O vento sopra forte
Perdemos o norte
Roemos as unhas
Somos peixe sem espinhas
Mordemos os dedos
Para esconder os medos
Ansiamos pela luz que não chega
E o tal abraço já não aconchega
De repente, tudo passa
A chuva limpa a carapaça
Cai a máscara do impostor
E o universo recupera o seu esplendor
A esperança nunca morre
Apenas finge que dorme
Para não assustar os pessimistas
Coitados dos intriguistas!
Pensam que não têm rivais
Os dias voltam a ser iguais
O sol adormece, a lua desperta
E a Mãe Terra não está deserta.

Filipa Moreira da Cruz