Para si mãe

Photo : Margarida Moreira da Cruz

Querida mãe,
Enviou-me esta fotografia da terra que a acolheu
E eu recebo-a com o carinho que sempre me deu
Estes versos são insignificantes
Mas sabe que o amor, esse, é eterno e constante
Regado diariamente com alegria e resiliência
Alheio a futilidades e prepotência
O castelo vigia, do alto da colina
A cidade que é sua e quase minha
E a adorada calçada portuguesa
Tão nossa e cheia de beleza
Traz-me de volta a casa
Sou afortunada!
A água do Nabão corre sem pudor
Dizendo-nos « seja o que for »
As saudades, companheiras eternas
São dolorosas e, ao mesmo tempo, fraternas
Dão-me força e esperança
Vivamos o agora sem medo da mudança.

Filipa Moreira da Cruz

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