Portas e janelas

Sou apaixonada por portas e janelas
Grandes, pequenas, de ferro ou de madeira
Para mim, todas são belas
Nunca me sinto sem eira nem beira
Porque quando uma se fecha
Outra estende-me os braços
Uma porta trancada não se rejeita
E eu recebo-a num grande abraço
Janela velha e escaqueirada
Enterrada viva sem dó nem piedade
Sofre em silêncio a desgraçada
Portas de casas e prédios na cidade
Donas e senhoras de conventos e castelos
Trancam segredos a sete chaves
Mesmo os mais singelos e belos
Janelas que acolhem pássaros e flores
E cortinas testemunhas de desamores.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

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