Obsesión

Photo : Filipa Moreira da Cruz

He viajado como Marco Polo
He sufrido como Frida Kahlo
Pero sin ti, mis pies se quedan sin suelo

He volado como Saint-Exupéry
Me he exilado como Pablo Neruda
Pero sin ti, no sé qué hago aquí

He cuidado de mi gente
He estado junto de los míos
Pero sin ti, todo me parece diferente

He hecho lo que he querido
He ganado tanto
Pero sin ti, me siento vacio

He tenido lo que desee
He disfrutado de la vida
Pero sin ti, a solas me quedé

Mi corazón está seco
Mis alas estan rotas
Mi cuerpo es hueco

Te conté mi sueño
Me has regalado la luna
He deseado el cielo

Te adoro y te venero
No puedo vivir sin ti
Pero contigo casi me muero.

Filipa Moreira da Cruz

Beco sem saída

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Estou num beco sem saída
Encurralada entre quatro paredes
Caminho num túnel sem luz
E a solidão é a minha única companhia

Tu crias a tua melodia
Tu voas com as tuas próprias asas
Tu pintas o teu quadro

Certas palavras são carícias para os ouvidos
Outras apenas ruído
Tu escolhes as que queres ouvir

Há gestos que curam as feridas mais profundas
Outros quase matam, de tão bruscos
Tu escolhes os que queres receber

Tu escreves o teu livro
Tu desenhas o teu esboço
Tu traças o teu caminho

Algumas imagens trazem paz
Mas tantas apenas humilham
Tu escolhes as que queres ver

Existem pessoas que iluminam
Outras que só partilham escuridão
Tu escolhes as que queres ter na tua vida

Não estás num beco sem saída
Não caminhas na sombra
Tens o coração sempre contigo.

Filipa Moreira da Cruz

What if…

Photo : Filipa Moreira da Cruz

What if the rain keeps drifting away
What if the stars fall from the sky
What if the sun never shows up
What if the clouds are always grey

What if our love dies
What if the sea swallows us all
What if the Earth gets sick
What if they keep telling us lies

What if we all lose hope
What if nobody wakes up tomorrow
What if the Humanity goes crazy
What if we have no more home

What if the world comes to an end
What if my family is in trouble
What if my job is over
What if I miss my only friend

What if dreams never come true
What if life is made of nothing
What if hate is everywhere
What if I don’t have you

Breathe in, breathe out
And make every moment count.

Filipa Moreira da Cruz

Entre parenthèses

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Je voudrais arrêter le temps
Fermer les yeux et savourer ce moment

Je voudrais lâcher prise
Et profiter de chaque surprise

Je voudrais que le monde fasse une pause
C’est impossible, je sais. Et pour cause…

Je voudrais voir à nouveau tout ceux qui sont partis
Et les retrouver tous ici

Je voudrais que mes rêves se concrétisent
Ce n’est pas une bêtise!

Je voudrais ne plus penser au lendemain
Et vivre juste l’instant présent

Je voudrais un tas de choses
Hélas, je suis réaliste, mais ma tête explose

Je voudrais me glisser dans les pages d’un livre
Et enfin commencer à me sentir libre

Je voudrais tout et rien
Peut-être, je serai encore là demain.

Filipa Moreira da Cruz

Resiliência

Não são as pedras no caminho que me impedem de avançar, mas sim as penas que carrego na alma.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

La piscine

Je me jette à l’eau
Sans peur ni regrets
Le plus dur est de plonger
Après, c’est un jeu d’enfants
Es-tu prêt?
1…2…3… c’est parti!

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

One colour a day

Photo : KaDDD

Mondays are grey
As the heavy raindrops falling from the sky
Tuesdays arrive dressed up in green
Remembering me the fresh grass under my feet
Wednesdays are blue
And my humour is floating in the sea
Thursdays are full of energy and optimism
Purple is their pattern. Or is it pink?
Fridays go by so fast
Such as the yellow shy sun on winter days
Saturdays are crazy, loud and foolish
They show up in red or orange
Sundays are lazy and quiet
Like the white smooth snow up on the hill
Seven days, seven colours
Or maybe more
Which is mine?
Which is yours?
I take them all!

Filipa Moreira da Cruz

Suivre la marée

Je suis comme cette branche sur la plage
Je vis au gré des marées
Sans ancrages ni attaches
La vie est douce et j’en profite
Je flâne, je rêve, je divague
Emballéee par les vagues.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Easy come and easy go

Photo : KaDDD

Fast food
Fast love
Fast drink
Fast children
Fast job
Fast money
Fast friends
Fast life
Fast death
Play it again?
Game over.

Filipa Moreira da Cruz

Proibido ser (in)feliz

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Seja positivo, sorria. Mas não se esqueça de chorar de vez em quando, isso mostra que não é insensível. Liberte-se das pessoas tóxicas, mas não se afaste da família, mesmo que os mais podres sejam aqueles com quem partilha ADN. Faça o que gosta, mas enquanto não aparece o trabalho dos seus sonhos deixe-se ficar no atual porque sem dinheiro ninguém vive. Aprenda a dizer não, mas tenha um sim na ponta da língua. Pratique desporto, mas não seja escravo do seu corpo. Opte por alimentos saudáveis, mas evite ficar obcecado por tudo o que é “bio”. Mude de vida, mas sem dar nas vistas. Seja ousado, mas, acima de tudo, tenha medo. Muito medo.

Vivemos aterrorizados. O pânico controla as nossas vidas. Esta sociedade esquizofrénica e bipolar pensa ter a lição tão bem estudada que se recusa a pedir ajuda. Os problemas da mente não se resolvem no divã, escondem-se. Ou melhor, dissimulam-se nas fotografias publicadas nas redes sociais. E, às vezes, nem mesmo os mais atentos conseguem ver a mágoa por detrás do sorriso forçado. O psiquiatra só fica bem nos filmes de Hollywood. O importante é ter opinião sobre tudo, especialmente acerca do que não se sabe. Falar dos outros é a melhor desculpa para não falarmos de nós.

As mensagens não são descodificadas. Não há tempo. Hoje em dia é tudo rápido e com filtros. Fast food, fast job, fast love, fast life, fast death. Play it again? Game over. Queremos tudo aqui e agora. Somos escravos do tempo, mas esse grande senhor escapa-nos cada vez que ousamos desafiá-lo. Sentimo-nos frustrados quando as coisas não acontecem rapidamente. Ficamos desamparados perante o imprevisto porque não estamos programados para falhar.

Desde a mais tenra idade, somos formatados para o sucesso. Só os mais fortes conseguem vencer as adversidades da vida, dizem-nos. Como se a sensibilidade fosse um bicho raro que transmite um vírus mortal. Quem não encaixa no molde é posto de lado porque não há espaço para a diferença nem margem para as dúvidas. Preocupamo-nos, sobretudo, com a imagem que projetamos nos outros. O ter sobrepõe-se ao ser. Sofremos em silêncio para não incomodar.

São as adversidades da vida que nos fazem crescer. O longo rio tranquilo é demasiado brando para ensinar-nos seja o que for. O melhor capitão de um barco não nasce num mar calmo. Não importa quantas vezes caímos nem quantos erros cometemos. Só os imbecis é que nunca se enganam. Mas e se não soubermos levantar-nos? E se repetirmos os mesmos erros vezes sem conta? Continuaremos a cair e pediremos ajuda para voltarmos a ficar de pé. Trataremos das feridas deixadas pela queda e passaremos a sentir orgulho nas cicatrizes que outrora permaneciam escondidas.

A empatia, a criatividade, a resiliência, o respeito e o perdão não passam de moda, são intemporais. A felicidade é efémera, mas os momentos felizes podem colecionar-se a vida inteira. Basta estar disponível e aceitar-se como um ser extraordinário. Perfeitamente imperfeito. Deveríamos ser capazes de criar um fio invisível que nos une a todos os que valem a pena, desenhar uma bolha protetora contra aqueles que devemos evitar e apagar com uma borracha gigante tudo o que nos faz sofrer.

Mas se assim fosse, a vida não teria graça nenhuma, pois não?! Nem tudo é mau. Podemos criar mecanismos de defesa. Pôr-se a jeito no parapeito da janela e ver desfilar a pobreza de espírito é uma ótima maneira de evitar o confronto desnecessário. Sermos apenas espetadores da estupidez alheia requer treino, mas acreditem que vale a pena! Às vezes o silêncio é a única resposta possível.

Filipa Moreira da Cruz

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