Juicy feelings

Depois da tempestade vem a bonançaSem a monotonia não haveria mudançaA chuva limpa o corpo e a almaTrazendo resiliência e calmaQuando termina a dor chega a felicidadeSem a mentira fica a verdadeApós a infância chega a velhiceMas antes fazemos muitas tolicesFelizmente!Sempre! Filipa Moreira da Cruz Photos : Filipa Moreira da Cruz

Jogo cromático

Verde é a minha esperança Num mundo mais justoAzul são os sonhos infinitos No céu que abraça as nuvensVerde é a felicidade de rebolar na relvaNum dia de PrimaveraAzul é o desejo de ternuraComo o mar que embala os barcosVerde é a resiliência necessária Para seguir em frenteAzul é a alma melancólica Nos dias deLire la suite « Jogo cromático »

Serenidade

Dei renda solta ao sentimentoSoltei todas as lágrimasChorei o que estava guardado E antecepei o que viráLavei a alma vezes sem contaE vesti a roupa da esperançaDe que vale fazer planos?Para quê traçar um projeto a longo prazoSe numa questão de dias tudo muda?O futuro está nas mãos de DeusE não sabemos de que seráLire la suite « Serenidade »

O céu (não) pode esperar

A morte parece menos terrível quando se está cansado. Simone de Beauvoir Após ter visto uma reportagem, há muito tempo, num quarto de hotel em Estocolmo escrevi: É bem minha esta cabeça que, um dia, riu, chorou, amou, sonhou. Mas deixou de ser meu este corpo podre e sem vida. Sim, sem vida! O espírito,Lire la suite « O céu (não) pode esperar »

Asas quebradas

O anjo voa, embora não tenha asas.Quando a exaustão chega, adormece com a cabeça nas nuvens, ignorando as fortes brasas que lhe queimam os pés.O seu corpo é um imenso mar azul.A sua alma é dourada e leve como a areia da praia num dia de Verão.Não sente calor nem frio.Desconhece a fome e aLire la suite « Asas quebradas »

Mar adentro

O mar é o habilidoso desenhador de ausências. Mia Couto Quando a alma está doenteE a esperança mais ausenteTranquiliza-me o azul do marSinto-me livre, quase a levitarSempre que a saudade me apoderaMergulho numa quimeraSou embalada pelas ondas E esqueço palavras hediondasTalvez seja o verde esmeraldaQue me tem mantido acordadaOu será o reflexo na água QueLire la suite « Mar adentro »

Bruma matinal

Realidade destorcidaFeridas abertasEsperança agradecidaPromessas incertasSilêncios desfeitosAlma ausenteSonhos insatisfeitosCoração doenteNevoeiro mentirosoOlhar esquivoBeijo gulosoGesto impulsivoBruma caprichosaFuturo incertoMão carinhosaFim do desacerto. Filipa Moreira da Cruz

Desfolhada

A minha pele tem rugas e fendasOs meus olhos conhecem segredosE apenas tu os desvendas As nossas vidas seguem caminhosQue parecem labirintos intermináveisOs sonhos não se perdemMas alguns erros são irreparáveisAs minhas mãos apenas pedem Que as cuides para sempreBaloiço ao ventoHumor frio, suor quenteRio e choro ao mesmo tempoViajo até à tua mente, masLire la suite « Desfolhada »

Alma vestida de branco

A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe. Mário Quintana Dispo todas as coresSou folhas e floresCorpo sem antranhasApenas mares e montanhasNão falo nem ouçoFaço o que possoDeslizo entre o ventoFeito de dor e desalentoVivo num devaneioNeste mundo feioMas a alma pintada de brancoNunca perde o seu encanto. Filipa Moreira daLire la suite « Alma vestida de branco »

…e fiquei a ouvir as ondas do mar…

Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu. Fernando Pessoa Sentada numa rochaAnsiando por liberdadeO cenário é mágico E eu respiro serenidade Oiço o bater das ondasO zumzum das abelhasO corropio das gaivotasE o assobio do vento O sol esconde-seEntre a fina brumaE o céu veste-seDe umLire la suite « …e fiquei a ouvir as ondas do mar… »

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