Conto de Inverno

Photo : KaDDD

Brisa gélida matinal
Que martiriza o corpo inteiro
Mas aquece o coração
Dos que sentem um amor verdadeiro

Fecho os olhos e invento
Um conto íntimo e pessoal
A chuva, a tempestade… o mau tempo
Longe da alma, mas tão real

Passeamos de mãos dadas pela avenida
Repleta de árvores despidas de folhas
Deslizamos pelo manto que cuida das feridas
E alimenta sentimentos de coisas tão boas

Uma taça de chá, um chocolate quente
Um café acabado de fazer
A felicidade é crescente
Ao ritmo da neve que cai suavemente

Frio? Nem diria que o inverno já chegou!
Contigo só sinto cumplicidade e alegria
O mundo à nossa volta é feito de ninharia
E o resto, antes de começar, já terminou.

Filipa Moreira da Cruz

Janeiro

Janeiro chegou
Áspero
Austero
Agridoce
Altivo
Janeiro instalou-se
Malancólico
Bucólico
Simbólico
Diabólico
Janeiro permanece
Preguiçoso
Doloroso
Chuvoso
Nervoso.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Outono antes do tempo

Piso as folhas que deslizam aos meus pés
Sinto a brisa que me gela o corpo
Antecipo a tempestade
Que chega sem avisar
A terra mudou de cor
Vestiu-se de verde e castanho
O Verão amuou
Talvez nos visite no próximo ano.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Conto de Inverno

Photo : KaDDD

Brisa gélida matinal
Que martiriza o corpo inteiro,
Mas aquece o coração
Dos que sentem um amor verdadeiro.

Fecho os olhos e invento
Um conto íntimo e pessoal.
A chuva, a tempestade… o mau tempo
Longe da alma, mas tão real.

Passeamos de mãos dadas pela avenida
Repleta de árvores despidas de folhas.
Deslizamos pelo manto que cuida das feridas
E alimenta sentimentos de coisas tão boas.

Uma taça de chá, um chocolate quente,
Um café acabado de fazer.
A felicidade é crescente
Ao ritmo da neve que cai suavemente.

Frio? Nem diria que o inverno já chegou!
Contigo só sinto cumplicidade e alegria.
O mundo à nossa volta é feito de ninharia
E o resto, antes de começar, já terminou.

Filipa Moreira da Cruz