Ser Criança

Quero ser outra vez criança!Rebolar na relva e esfarrapar as calçasComer diretamente do pote e besuntar a bocaAcreditar nas fadas e nos duendesTer um amigo especial, invisível e mágicoPara proteger-me dos monstros que me atormentam Quero ser outra vez criança!Fazer trinta por uma linha e pintar a manta todaDesenhar um arco-íris do tamanho do mundoAbraçarLire la suite « Ser Criança »

Dia da Criança

Depus a máscara e vi-me ao espelho.Era a criança de há quantos anos.Não tinha mudado nada…É essa a vantagem de saber tirar a máscara.É-se sempre a criança,O passado que foiA criança.Depus a máscara, e tornei a pô-la.Assim é melhor,Assim sem a máscara.E volto à personalidade como a um términus de linha. Álvaro de Campos –Lire la suite « Dia da Criança »

Saudades

Saudade do VerãoSaudade do cri cri dos grilosSaudade do reboliço e da confusãoSaudade de comer figosSaudade do sol e do calorSaudade de ser criançaSaudade de ignorar a dorSaudade de não perder a esperançaSaudade de ontem, de hoje e de amanhãSaudade dos amigos e da famíliaSaudade de preguiçar de manhãSaudade de viver sem controlo nem vigíliaSaudadeLire la suite « Saudades »

Nó na garganta

Grito reprimido, palavras não ditasSufoco na garganta que asfixia o peitoMundo virado do avesso, sem eira nem beiraToxinas à solta que perturbam o sonoE a paz de espírito tão desejada. Corrida contra o tempo, esse senhor doutoradoQue brinca com a nossa paciênciaIlusão de que as posses fazem de nós seres felizesDespojos de uma vida incompletaQueLire la suite « Nó na garganta »

Ser criança

Quero ser outra vez criança!Rebolar na relva e esfarrapar as calçasComer diretamente do pote e besuntar a bocaAcreditar nas fadas e nos duendesTer um amigo especial, invisível e mágicoPara proteger-me dos monstros que me atormentam Quero ser outra vez criança!Fazer trinta por uma linha e pintar a manta todaDesenhar um arco-íris do tamanho do mundoAbraçarLire la suite « Ser criança »

Bichinho de conta

Bichinho de contaConta, contaE diz-me quem és. Bichinho de contaConta, contaUma e outra vez. Bichinho de contaConta, contaMuito enroladinho. Bichinho de contaConta, contaNa mão do menino. Bichinho de contaConta, contaSó mais uma vez. Bichinho de contaConta, conta E diz-me quem és. Filipa Moreira da Cruz

Dor

De repente, cai a máscara!Eu já não sou eu… E ainda bem!Esqueço os medicamentos e as dores,Atraso o relógio porque ainda não é hora. Dissimulo a angústia quotidiana,Retardo os efeitos secundários,Saboreio cada instante – porque seiQue este momento pode ser o último. Volto a ser criança e sou livre!Para correr, saltar, dançar.Fazer trinta por umaLire la suite « Dor »

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