Para si mãe

Querida mãe,Enviou-me esta fotografia da terra que a acolheuE eu recebo-a com o carinho que sempre me deuEstes versos são insignificantesMas sabe que o amor, esse, é eterno e constanteRegado diariamente com alegria e resiliênciaAlheio a futilidades e prepotênciaO castelo vigia, do alto da colinaA cidade que é sua e quase minhaE a adorada calçadaLire la suite « Para si mãe »

A importância da língua materna

Todos os anos, a 21 de Fevereiro, celebra-se o Dia Internacional da Língua Materna. Esta data foi aprovada pela Assembleia Nacional das Nações Unidas em 2002, embora tenha sido anunciada, pela primeira vez, em 1999, em homenagem ao Paquistão. Este país foi criado em 1947 e, na altura, o governo decidiu que o urdu seriaLire la suite « A importância da língua materna »

Bruma matinal

Realidade destorcidaFeridas abertasEsperança agradecidaPromessas incertasSilêncios desfeitosAlma ausenteSonhos insatisfeitosCoração doenteNevoeiro mentirosoOlhar esquivoBeijo gulosoGesto impulsivoBruma caprichosaFuturo incertoMão carinhosaFim do desacerto. Filipa Moreira da Cruz

Estrela do mar

Não canta nem assobiaDesliza como a chuva miudinhaE toca-me suavementeSerá uma estrela que caiu do céu?Perdeu-se das suas irmãsChama-me desesperadaPuxa-me pelo cabeloProcura abrigo e reconfortoSubo ao monte mais altoEquilibro-me nas pontas dos pésSegura-a de mansinhoE devolvo-a ao infinitoEla brilha no firmamentoPara sempre?Peço um desejo que se cumpreA estrela desceu à Terra Emprestada pela luaAtravessou aLire la suite « Estrela do mar »

Pés no chão, cabeça nas nuvens

Admiro essa tua capacidadePara enfrentar a verdadeA qualquer preçoCom zelo e sem adereço Quando perco o chãoDás-me um abanãoColocas-me de péDevolves-me a fé O meu corpo habita o teu planetaMas os meus sonhos vivem noutro cometaA minha razão une-se à tuaO espírito é teimoso e vive na lua Tu és pacienteVives o instante presenteEu souLire la suite « Pés no chão, cabeça nas nuvens »

Ai, o amor!

Duvida da luz dos astros,De que o sol tenha calor,Duvida até da verdade,Mas confia no meu amor. William Shakespeare Não me odeies, não me censuresTudo o que faço é por amorOfereço-te o que tenhoE o que não possedo inventoPara ver-te sempre feliz A tua alma implora maisDeseja algo fora do meu alcanceEu apenas peço umLire la suite « Ai, o amor! »

Ao som do vento

Ninguém se deve envergonhar de ser feliz. Luís Sepulveda É um amigo que me chamaQue me assobia de vez em quandoInvisível e impenetrávelAcompanha-me por onde andoTraz um cheiro a naturezaÉ a brisa que me envolveNos dias de menos leveza São os pássaros seus apaixonadosAs flores suas fieis donzelasOuve-se a melodia nos quatro costadosSem deixar marcasLire la suite « Ao som do vento »

Amizade improvável

O leão diz à formigaÉs tão pequenina!A formiga responde Não imaginas a minha sorte! Posso fazer mais do que tu que és tão forteQuando chove, abrigo-me debaixo de uma folhaSempre que há festa, voo em cima de uma rolhaNos dias de sol abrasadorUma simples pedrinha protege-me do calorE quando estou chateada com o mundo Basta-meLire la suite « Amizade improvável »

Lado lunar

Tu és sol, alegria, vidaA minha luz, o meu guiaConheço o teu risoAdoro as tuas gargalhadasO teu humor, as tuas charadasEstá na hora de partilhares os teus medosQuero perder-me nos teus segredosMais íntimos e profundosSejamos apenas umNão tenhas receioO amor também é feitoDe dúvidas e incertezas São elas que nos dão forçasPara continuar o caminhoComigoLire la suite « Lado lunar »

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