Portas e janelas

Sou apaixonada por portas e janelas Grandes, pequenas, de ferro ou de madeiraPara mim, todas são belasNunca me sinto sem eira nem beira Porque quando uma se fechaOutra estende-me os braçosUma porta trancada não se rejeitaE eu recebo-a num grande abraçoJanela velha e escaqueiradaEnterrada viva sem dó nem piedadeSofre em silêncio a desgraçadaPortas de casasLire la suite « Portas e janelas »

Giallo

Amarelo como o solQuente como um dia de VerãoO mundo é um girassolE o que desejo cabe na minha mãoAgradável como galopar ao ventoLivre como o lobo temerosoQue assusta o inimigo apenas com o alentoEste animal é poderoso!Fecha-se uma porta, mas abre-se uma janelaE a esperança volta a crescerPor detrás de uma avenida esconde-se umaLire la suite « Giallo »

Saltar a cerca

Menina roliça e bonitaApressada e catitaQue passa pela minha ruaSou meu, és tuaEspedita e risonhaSou teu, és minhaAi um dia, vou ter coragemE deixarás de ser apenas uma miragemVou contar-te o que guardo no coraçãoAtravés de um poema ou de uma cançãoJuntos daremos a volta ao mundoA vida muda num segundo. Filipa Moreira da CruzLire la suite « Saltar a cerca »

Amor sem espinhos

Não há bela sem senãoNão há alma sem coraçãoNão há rosa sem espinhosNão há metas sem caminhosNão há mar sem ondasNão há praia sem conchasNão há recompensa sem esforçoNão há festa sem alvoroçoNão há Outono sem chuvaNão há presença como a tuaNão há Verão sem calorNão há paz sem amorNão há queijo sem marmeladaNão háLire la suite « Amor sem espinhos »

Sentir a vida

Tem cor a tristeza?Tem cheiro a solidão?Tem sabor a beleza?Tem melodia a gratidão?Tem princípio a mudança?Tem fim a saudade?Tem sentido a vingança?Tem mérito a realidade?Tem saída o labirinto?Tem janela o coração?Tem importância o que sinto?Tem brisa o dia de Verão?Tem alma a dor?Tem asas a vitória?Tem corpo o pudor?Tem lógica esta história? Filipa Moreira daLire la suite « Sentir a vida »

Pangeia

E se não existissem fronteirasMarítimas, terrestres ou aéreas?E se houvesse uma única bandeiraDe várias cores e tamanhos?E se navegássemos todosNo imenso mar?E se comunicássemos Na mesma língua?E se fossemos apenasSeres humanos e imperfeitos?E se cuidássemos do nosso planetaComo se fosse a nossa última morada?E se deixássemos de terPara nos concentrarmos na essência do ser? FilipaLire la suite « Pangeia »

Morte certa, mas sem hora marcada

A minha irmã avisou-me e eu pensei estar preparada. Enganei-me. E o choque foi imenso quando vi a minha mãe (ainda jovem e cheia de vida) tão magra e debilitada, deitada na cama do hospital. Parecia uma boneca de porcelana, com a tez esbranquiçada e o corpo mirrado. Ou um copo de cristal que, sóLire la suite « Morte certa, mas sem hora marcada »

Um dia…

Certo dia, a menina perguntou ao pai:– Quando vou ver o mar?O pai, distraído, respondeu:– Um dia…A menina não desistiu. E no dia seguinte perguntou:– Quando vamos passear juntos?A resposta do pai foi a mesma:– Um dia…A menina cresceu e continuou a questionar-se quando iria andar de comboio, quando teria um bolo de aniversário, quandoLire la suite « Um dia… »

Depende

Dizem que a água não tem sabor nem cheiroDepende…Dizem que os rios vão dar ao marDepende…Dizem que depois da vida só há morteDepende…Dizem que quando o sol dorme a lua despertaDepende…Dizem que um dia somos crianças e, de repente, chegamos a velhosDepende…Dizem que depois da tempestade vem a bonançaDepende…Dizem que ninguém morre por amorDepende…Dizem queLire la suite « Depende »

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