Dia da Criança

Depus a máscara e vi-me ao espelho.Era a criança de há quantos anos.Não tinha mudado nada…É essa a vantagem de saber tirar a máscara.É-se sempre a criança,O passado que foiA criança.Depus a máscara, e tornei a pô-la.Assim é melhor,Assim sem a máscara.E volto à personalidade como a um términus de linha. Álvaro de Campos –Lire la suite « Dia da Criança »

A morte pode esperar

A vida não corre, voaE matamos o tempo à toaConversa fiadaGentinha abusadaPensamentos mesquinhosSentimentos reprimidosPara quê?O coração sente, mas não vêE pouco adianta sonharSe nunca vamos acreditarQue melhor é possívelCada dia é imprevisível Não basta quererTemos que fazer acontecerViver é aqui e agoraPara a morte não há hora. Filipa Moreira da Cruz Photos : Filipa MoreiraLire la suite « A morte pode esperar »

Mar adentro

O mar é o habilidoso desenhador de ausências. Mia Couto Quando a alma está doenteE a esperança mais ausenteTranquiliza-me o azul do marSinto-me livre, quase a levitarSempre que a saudade me apoderaMergulho numa quimeraSou embalada pelas ondas E esqueço palavras hediondasTalvez seja o verde esmeraldaQue me tem mantido acordadaOu será o reflexo na água QueLire la suite « Mar adentro »

Abençoada família esta onde nasci!

Deveria terminar um trabalho escrito, mas não tenho vontade… O meu amigo Fernando enviou-me um link para um exclente albúm e eu já estou noutra dimensão! Bem longe…!Voltei a ter 13 ou 14 anos. Revejo-me sentada na salinha cor de rosa preparada para ficar horas a fio a ouvir música e a escrever para aliviarLire la suite « Abençoada família esta onde nasci! »

Renascer

O mundo desabaA felicidade acabaO vento sopra fortePerdemos o norteRoemos as unhasSomos peixe sem espinhasMordemos os dedosPara esconder os medosAnsiamos pela luz que não chegaE o tal abraço já não aconchegaDe repente, tudo passaA chuva limpa a carapaçaCai a máscara do impostorE o universo recupera o seu esplendorA esperança nunca morreApenas finge que dormePara nãoLire la suite « Renascer »

Ervas daninhas

Ervas daninhas que nos dão cabo do juízoGente mesquinha que só traz prejuízoNinharias que não matam, mas moemPalavras duras que quase nos destroemAções que desfiguram o planetaImagens que fazem do Homem uma marionetaA Terra sofre, está doenteE salvá-la é urgente!De nada serve fugir para MartePorque é do planeta azul que fazemos partePouco adianta pisar aLire la suite « Ervas daninhas »

Bruma matinal

Realidade destorcidaFeridas abertasEsperança agradecidaPromessas incertasSilêncios desfeitosAlma ausenteSonhos insatisfeitosCoração doenteNevoeiro mentirosoOlhar esquivoBeijo gulosoGesto impulsivoBruma caprichosaFuturo incertoMão carinhosaFim do desacerto. Filipa Moreira da Cruz

Desfolhada

A minha pele tem rugas e fendasOs meus olhos conhecem segredosE apenas tu os desvendas As nossas vidas seguem caminhosQue parecem labirintos intermináveisOs sonhos não se perdemMas alguns erros são irreparáveisAs minhas mãos apenas pedem Que as cuides para sempreBaloiço ao ventoHumor frio, suor quenteRio e choro ao mesmo tempoViajo até à tua mente, masLire la suite « Desfolhada »

Pirâmide

Os povos construiram pirâmides antes de Jesus nascer.Fascínio ou obsessão?Certas coisas na vida acontecem, não se explicam.Uma realidade tridimensional com uma face oculta pela sombra.A Terra gira, o sol comanda e os seres humanos obedecem.Julgamo-nos livres, mas somos escravos das nossas crenças, das nossas ações e, sobretudo do julgamento dos outros.Aprovação ou condenação?O tempo colocaLire la suite « Pirâmide »

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