Oh happy days!

Reprise

A walk through the clouds
Flying high like a bee
A stroll in the forest
Having fun like a fox
A bath under the sun
Like a happy lizard
A picnic with the family
Like we used to do
Fresh grass under my feet
Fragrant flowers on my hair
And a smile on my face
Oh happy days!

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Desde mi balcón

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Desde mi balcón
Veo la angustia y la tristeza
Oscuras como la noche
Cuando no sale la luna

Desde mi balcón
Escucho las carcajadas
De los niños en la calle
Un sin fin de gente animada

Desde mi balcón
Oigo lo que no quiero
Siento lo que no pienso
Dolor y sufrimiento

Desde mi balcón
Estoy tranquilo
Porque sé que para todo
Hay una solución.

Filipa Moreira da Cruz

Do cimo do farol

Do cimo do farol sinto o mundo como mais ninguém
Vejo o nascer do sol e quando ele se deita também
Observo o arco-íris e as nuvens que dançam no céu
Sinto a maresia e agarro este vento só meu
Fecho os olhos e oiço as ondas do mar
A maré sobe e sinto-me a naufragar
Os pássaros trazem-me notícias do outro lado do mundo
Peço-lhes que me concedam mais um segundo
Um instante basta para que a areia volte a ficar seca
Quanto ao resto… pouco ou nada interessa!

Filipa Moreira da Cruz


Photos: Filipa Moreira da Cruz




Un domingo cualquiera

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Un domingo cualquiera
Tomando té blanco
Y leyendo Kundera

Un domingo cualquiera
Escuchando a Jarabe de Palo
Mientras la nieve cae fuera

Un domingo cualquiera
Sin ganas de escribir
Y soñando con la Primavera

Un domingo cualquiera
Todo sobre mí madre, por la enésima vez
Y deseando que la mía aquí estuviera

Un domingo cualquiera
Puede ser hoy, mañana
Siempre que uno quiera.

Filipa Moreira da Cruz

Verão em cheio!

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Uma portuguesa, uma mexicana, uma “inglesa” e um francês. Juntos, na mesma casa, durante 7 dias, com vários membros da minha família portuguesa. Parece o início daquelas anedotas que contávamos na escola, mas não é. Apesar de termos partilhado muitas gargalhadas. Uma semana de férias no paraíso. Dolce far niente em terras lusas debaixo de um sol abrasador e embalados pelo cricri dos grilos e o zumbido dos mosquitos.

A portuguesa sou eu. Há vários anos que não passava o verão em Portugal. 2020 é um ano atípico, por isso, decidi apanhar o avião. Entristeceu-me aterrar em Lisboa num aeroporto praticamente vazio onde havia mais seguranças, polícias e funcionários da ANA que passageiros. Eram apenas dois os voos a chegar ao mesmo tempo e, pela primeira vez, a espera das malas não foi um teste à paciência do mais zen dos mortais. Continuo a ficar impressionada com a resiliência dos portugueses. Fazem muito com (tão) pouco. Refiro-me aos que trabalham em troca de um ordenado mínimo escandalosamente baixo, aos que nos atendem com um sorriso, aos que não se queixam, aos que engolem sapos todos os dias, mas encontram energia para seguir em frente.

A mexicana é uma amiga que vive em Paris e que tem também nacionalidade francesa. Cada vez que visita o nosso país sente-se em casa. Enalteceu o civismo, o respeito e o altruísmo dos portugueses. Gabou a facilidade que temos em comunicar em várias línguas e a obediência no que diz respeito ao uso, quase generalizado, da máscara. Algo que não acontece noutros países. No entanto, ficou horrorizada com a quantidade de edifícios abandonados e em mau estado que viu em várias cidades. Não entende a inação das autarquias. Afinal, talvez não sejamos tão diferentes dos povos ibero-americanos, presume. Quando não há interesse económico, não se faz.

Photo : Filipa Moreira da Cruz

O francês é o meu marido. Apaixonou-se pelo nosso país logo na primeira visita e regressa sempre que pode. Até já fala melhor a língua, com a ajuda dos filhos. Aprecia a hospitalidade e a naturalidade dos locais. Parece-lhe um milagre como tantos (sobre)vivem com quase nada. Delicia-se com a gastronomia, mas não se deixa impressionar pelas aparências. A melhor refeição nem sempre está no restaurante mais vistoso.

É um duro crítico dos partidos políticos que (des)governaram o país e diz que somos demasiado disciplinados. Na sua opinião, faz-nos falta uma revolução social para voltarmos a dar valor a tudo o que temos. Só há um traço luso que o horroriza: a condução desenfreada. Sentimo-nos mais fortes e poderosos com um volante nas mãos. O meu marido diz que deveríamos canalizar esse nervosismo para outras áreas mais úteis.

O voo de regresso foi do Porto. Gosto tanto da cidade que decidi passar lá a noite. Contrariamente à capital, havia muitos estrangeiros no aeroporto, principalmente espanhóis. As ruas da cidade estavam animadas e os restaurantes com as mesas ocupadas. Uma nota positiva para o turismo, essencial no crescimento da economia.

O país não deixou nenhum dos quatro indiferente e já estamos a programar as próximas férias porque um Verão em cheio, só mesmo em Portugal!

Filipa Moreira da Cruz
Agosto 2020

Un domingo cualquiera

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Un domingo cualquiera
Tomando té blanco
Y leyendo Kundera

Un domingo cualquiera
Escuchando a Jarabe de Palo
Mientras la nieve cae fuera

Un domingo cualquiera
Sin ganas de escribir
Y soñando con la Primavera

Un domingo cualquiera
Todo sobre mí madre, por la enésima vez
Y deseando que la mía aquí estuviera

Un domingo cualquiera
Puede ser hoy, mañana
Siempre que uno quiera.

Filipa Moreira da Cruz