Senhor tempo

Quanto tempo tenho para percorrer o mundo?Quanto tempo tenho para fazer o correto?Quanto tempo tenho para enganar um segundo?Quanto tempo tenho para ficar por perto?Quanto tempo tenho para seguir o meu caminho?Quanto tempo tenho para estar com as pessoas que me são queridas?Quanto tempo tenho para ficar sozinho?Quanto tempo tenho para sarar as feridas?Quanto tempoLire la suite « Senhor tempo »

Arco íris de emoções

Balões, serpentinas, músicaFachadas coloridasE o sol a espreitar pela janelaA vida é uma festa!Crianças a correrGargalhadas estridentesIdosos sem dores nem mazelasA vida é bela!Vento suave e chuva miudinhaQue refrescam num dia quente de VerãoCopos a transbordar de vinho aveludadoEnchem de cor as esplanadasA vida é deliciosa! Filipa Moreira da Cruz Photos : Filipa Moreira daLire la suite « Arco íris de emoções »

Happy!

Férias de sonho entre vinhedos e castelosMomentos inesperados acolhidos com emoçãoDias longos e quentesTivemos o sol como eterno companheiroEsqueci-me das chatices da vidaE na rotina nem quis pensarNão houve espaço para a tristezaApenas instantes eternosRecheados de gargalhadas Partilha e cumplicidadeGratidão. Filipa Moreira da Cruz Photos : Filipa Moreira da Cruz

Renascer

O mundo desabaA felicidade acabaO vento sopra fortePerdemos o norteRoemos as unhasSomos peixe sem espinhasMordemos os dedosPara esconder os medosAnsiamos pela luz que não chegaE o tal abraço já não aconchegaDe repente, tudo passaA chuva limpa a carapaçaCai a máscara do impostorE o universo recupera o seu esplendorA esperança nunca morreApenas finge que dormePara nãoLire la suite « Renascer »

Sem medo

Quem tem medo não amaQuem tem medo desandaQuem tem medo esqueceQuem tem medo esmoreceQuem tem medo congelaQuem tem medo tagarelaQuem tem medo excluiQuem tem medo não evoluiQuem tem medo condenaQuem tem medo ordenaQuem tem medo envelheceQuem tem medo não esqueceQuem tem medo julgaQuem tem medo vira pulgaQuem tem medo agrideQuem tem medo não progrideQuem temLire la suite « Sem medo »

Felicidade

Vou contar-te um segredoOs homens dão a volta ao mundoEm busca de fama e de poderE num segundo o ter aniquila o serA humanidade enfia uma máscara agridoceUns dias sai o sol e noutros choveDe repente, o universo torna-se pequenoA loucura engole o sereno A alienação espezinha a razãoColecionam-se coisas e não recordaçõesBrisam-se corpos eLire la suite « Felicidade »

Coisas simples

ComerDigerirRuminarPastarEstarPassearDormirBranco e negro salpicam-lhes o corpoAzul é o céu nos dias prazenteirosOu cinzento quando invadido pelas nuvens Que trazem a chuva Amarelo é o sol que brilha e queimaVerde é o manto que lhes serve de chãoRosa, violeta ou laranja as florzinhasQue fazem cócegas no narizNão é preciso muito para ser feliz!

Quando a Primavera chegar

É difícil ter certezas quando se fala das razões do coração. Antonio Tabucchi Quando a Primavera chegarEu sei que vou aqui estarQuando a Primavera chegarEu sei que vou ser capaz de perdoarQuando a Primavera chegarEu sei que estarei pronta para amarQuando a Primavera chegarEu sei que vou querer desfrutarQuando a Primavera chegarEu sei que vouLire la suite « Quando a Primavera chegar »

Ai, o amor!

Duvida da luz dos astros,De que o sol tenha calor,Duvida até da verdade,Mas confia no meu amor. William Shakespeare Não me odeies, não me censuresTudo o que faço é por amorOfereço-te o que tenhoE o que não possedo inventoPara ver-te sempre feliz A tua alma implora maisDeseja algo fora do meu alcanceEu apenas peço umLire la suite « Ai, o amor! »

Ao som do vento

Ninguém se deve envergonhar de ser feliz. Luís Sepulveda É um amigo que me chamaQue me assobia de vez em quandoInvisível e impenetrávelAcompanha-me por onde andoTraz um cheiro a naturezaÉ a brisa que me envolveNos dias de menos leveza São os pássaros seus apaixonadosAs flores suas fieis donzelasOuve-se a melodia nos quatro costadosSem deixar marcasLire la suite « Ao som do vento »

Créez votre site Web avec WordPress.com
Commencer