Invierno en Primavera

Podrán cortar todas las flores, pero no podrán detener la Primavera.

Pablo Neruda
Photo : Filipa Moreira da Cruz

No tengo sed ni hambre
Pero siento frío
Como si todos los días fueran Invierno
La Primavera todavia no ha llegado
¿Hasta cuando hay que esperar?
No veo pájaros ni flores
Las nubes se aburren en el cielo
Denso, espeso y gris
Siempre la misma monotonía
La lluvia nos visita a menudo
¿Es un castigo?
Cierro los ojos y pido un secreto
¿Te lo cuento?
Mejor no…
Aun así no me resigno
El sol lo llevo dentro
Y la Primavera no va a tardar.

Filipa Moreira da Cruz

Manhã de Inverno

Reprise

Photo : Paul Laurent Bressin

Beijo fugaz num banco do jardim
Frio glacial que se apodera de mim
Uma criança brinca e sorri
Sabe que a vida é agora e aqui
Neste minuto, neste instante
Uma valsa efémera e estonteante
Deixamos de ser dois, somos apenas um
Dançamos neste mundo igual a mais nenhum
Esquecemos o Inverno e as feridas
Curamos as mãos doridas
Levantamos voo, bem alto
Viajamos no tempo sem sobressalto
Desviamos o olhar do horizonte sem fim
Queremos ficar para sempre no banco do jardim.

Filipa Moreira da Cruz

Un domingo cualquiera

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Un domingo cualquiera
Tomando té blanco
Y leyendo Kundera

Un domingo cualquiera
Escuchando a Jarabe de Palo
Mientras la nieve cae fuera

Un domingo cualquiera
Sin ganas de escribir
Y soñando con la Primavera

Un domingo cualquiera
Todo sobre mí madre, por la enésima vez
Y deseando que la mía aquí estuviera

Un domingo cualquiera
Puede ser hoy, mañana
Siempre que uno quiera.

Filipa Moreira da Cruz

Conto de Inverno

Photo : KaDDD

Brisa gélida matinal
Que martiriza o corpo inteiro
Mas aquece o coração
Dos que sentem um amor verdadeiro

Fecho os olhos e invento
Um conto íntimo e pessoal
A chuva, a tempestade… o mau tempo
Longe da alma, mas tão real

Passeamos de mãos dadas pela avenida
Repleta de árvores despidas de folhas
Deslizamos pelo manto que cuida das feridas
E alimenta sentimentos de coisas tão boas

Uma taça de chá, um chocolate quente
Um café acabado de fazer
A felicidade é crescente
Ao ritmo da neve que cai suavemente

Frio? Nem diria que o inverno já chegou!
Contigo só sinto cumplicidade e alegria
O mundo à nossa volta é feito de ninharia
E o resto, antes de começar, já terminou.

Filipa Moreira da Cruz

Janeiro

Janeiro chegou
Áspero
Austero
Agridoce
Altivo
Janeiro instalou-se
Malancólico
Bucólico
Simbólico
Diabólico
Janeiro permanece
Preguiçoso
Doloroso
Chuvoso
Nervoso.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Outono antes do tempo

Piso as folhas que deslizam aos meus pés
Sinto a brisa que me gela o corpo
Antecipo a tempestade
Que chega sem avisar
A terra mudou de cor
Vestiu-se de verde e castanho
O Verão amuou
Talvez nos visite no próximo ano.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Invierno en Primavera

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Podrán cortar todas las flores, pero no podrán detener la Primavera.

Pablo Neruda

No tengo sed ni hambre
Pero siento frío
Como si todos los días fueran Invierno
La Primavera todavia no ha llegado
¿Hasta cuando hay que esperar?
No veo pájaros ni flores
Las nubes se aburren en el cielo
Denso, espeso y gris
Siempre la misma monotonía
La lluvia nos visita a menudo
¿Es un castigo?
Cierro los ojos y pido un secreto
¿Te lo cuento?
Mejor no…
Aun así no me resigno
El sol lo llevo dentro
Y la Primavera no va a tardar.

Filipa Moreira da Cruz

Manhã de Inverno

Photo : Paul Laurent Bressin

Beijo fugaz num banco do jardim
Frio glacial que se apodera de mim
Uma criança brinca e sorri
Sabe que a vida é agora e aqui
Neste minuto, neste instante
Uma valsa efémera e estonteante
Deixamos de ser dois, somos apenas um
Dançamos neste mundo igual a mais nenhum
Esquecemos o Inverno e as feridas
Curamos as mãos doridas
Levantamos voo, bem alto
Viajamos no tempo sem sobressalto
Desviamos o olhar do horizonte sem fim
Queremos ficar para sempre no banco do jardim.

Filipa Moreira da Cruz

Brisa invernal

Huele a iodo
Veo conchas y colores
Siento las algas marinas en mis pies
Una ola, un cangrejo
Un arcoiris sensorial
Respiro la sal
Danso en la arena mojada
Ya no soy la misma.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Conto de Inverno

Photo : KaDDD

Brisa gélida matinal
Que martiriza o corpo inteiro,
Mas aquece o coração
Dos que sentem um amor verdadeiro.

Fecho os olhos e invento
Um conto íntimo e pessoal.
A chuva, a tempestade… o mau tempo
Longe da alma, mas tão real.

Passeamos de mãos dadas pela avenida
Repleta de árvores despidas de folhas.
Deslizamos pelo manto que cuida das feridas
E alimenta sentimentos de coisas tão boas.

Uma taça de chá, um chocolate quente,
Um café acabado de fazer.
A felicidade é crescente
Ao ritmo da neve que cai suavemente.

Frio? Nem diria que o inverno já chegou!
Contigo só sinto cumplicidade e alegria.
O mundo à nossa volta é feito de ninharia
E o resto, antes de começar, já terminou.

Filipa Moreira da Cruz