Senhor tempo

Quanto tempo tenho para percorrer o mundo?Quanto tempo tenho para fazer o correto?Quanto tempo tenho para enganar um segundo?Quanto tempo tenho para ficar por perto?Quanto tempo tenho para seguir o meu caminho?Quanto tempo tenho para estar com as pessoas que me são queridas?Quanto tempo tenho para ficar sozinho?Quanto tempo tenho para sarar as feridas?Quanto tempoLire la suite « Senhor tempo »

Saltar a cerca

Menina roliça e bonitaApressada e catitaQue passa pela minha ruaSou meu, és tuaEspedita e risonhaSou teu, és minhaAi um dia, vou ter coragemE deixarás de ser apenas uma miragemVou contar-te o que guardo no coraçãoAtravés de um poema ou de uma cançãoJuntos daremos a volta ao mundoA vida muda num segundo. Filipa Moreira da CruzLire la suite « Saltar a cerca »

Amor sem espinhos

Não há bela sem senãoNão há alma sem coraçãoNão há rosa sem espinhosNão há metas sem caminhosNão há mar sem ondasNão há praia sem conchasNão há recompensa sem esforçoNão há festa sem alvoroçoNão há Outono sem chuvaNão há presença como a tuaNão há Verão sem calorNão há paz sem amorNão há queijo sem marmeladaNão háLire la suite « Amor sem espinhos »

Êxodo urbano

Durante vários séculos, a população trocou o campo pela cidade em busca de melhores condições de vida. Quando a terra deixava de ser fértil, voltavam-se as costas ao verde e abraçava-se o cinzento da metrópole. A tecnologia e a indústria prometiam sucesso e prosperidade. Mas nem todos se deixaram seduzir pela vida urbana e háLire la suite « Êxodo urbano »

Liberdade

Livre sou de transformar, de brincarDe pensar, de sonhar, de criar, de aceitarDe escrever, de ler, de viver, de sofrerLivres somos de beijar, de votar, de amarDe estudar, de opinar, de errar, de abraçarDe oferecer, de receber, de poder, de verLivre serei de decidir, de cair, de fugirDe rir, de infringir, de resistir, de partirDeLire la suite « Liberdade »

Costa Azul

Costa azulMar esmeraldaCéu violetaPele douradaAsas de borboletaAreia finaLabirintos perdidosSou teu, és minha?Jardins escondidosPromessa desfeitaPássaros ausentesSem eira nem beiraPalavras persistentesRocha escarpadaRuas vaziasA vida é tudo e nada. Filipa Moreira da Cruz Photos : Paul Laurent Bressin

Big brother is watching us

Em 1949 o escritor britânico George Orwell publicou o romance « 1984 » no qual relata a vigilância constante e a manipulação levadas a cabo por um Estado totalitário. Nesta metáfora, o Grande Irmão espia, persegue e controla. O partido imaginado por Orwell tem como lema: « Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força ». Quanto maisLire la suite « Big brother is watching us »

…e fiquei a ouvir as ondas do mar…

Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu. Fernando Pessoa Sentada numa rochaAnsiando por liberdadeO cenário é mágico E eu respiro serenidade Oiço o bater das ondasO zumzum das abelhasO corropio das gaivotasE o assobio do vento O sol esconde-seEntre a fina brumaE o céu veste-seDe umLire la suite « …e fiquei a ouvir as ondas do mar… »

Grito do Ipiranga

O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado. Jean-Jacques Rousseau Sonho em prosaEscrevo em versoA vida nem sempre é rosaE o cérebro é perversoMisturo línguasConfundo expressõesOs nervos à flor da peleContrariam as minhas emoçõesCansei-me de pedir licença para existirFartei-me de caminhar nas pontas dos pésSapatinhos de lã invisíveisJá não quero falar baixinhoLire la suite « Grito do Ipiranga »

Espelho d’água

O mundo não foi feito em alfabeto.Senão que primeiro em água e luz.Depois árvore. Manoel de Barros O sol é vaidoso e vê-se ao espelhoNas águas cristalinas e glaciaisO céu deu folga a algumas nuvens Ficaram apenas as teimosasAs que não obedecem às ordensOs barcos baloiçam lentamenteOuvem-se pássaros e gaivotasOs peixes dançam ao sabor daLire la suite « Espelho d’água »

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