Morte certa, mas sem hora marcada

A minha irmã avisou-me e eu pensei estar preparada. Enganei-me. E o choque foi imenso quando vi a minha mãe (ainda jovem e cheia de vida) tão magra e debilitada, deitada na cama do hospital. Parecia uma boneca de porcelana, com a tez esbranquiçada e o corpo mirrado. Ou um copo de cristal que, sóLire la suite « Morte certa, mas sem hora marcada »

Depende

Dizem que a água não tem sabor nem cheiroDepende…Dizem que os rios vão dar ao marDepende…Dizem que depois da vida só há morteDepende…Dizem que quando o sol dorme a lua despertaDepende…Dizem que um dia somos crianças e, de repente, chegamos a velhosDepende…Dizem que depois da tempestade vem a bonançaDepende…Dizem que ninguém morre por amorDepende…Dizem queLire la suite « Depende »

A morte pode esperar

A vida não corre, voaE matamos o tempo à toaConversa fiadaGentinha abusadaPensamentos mesquinhosSentimentos reprimidosPara quê?O coração sente, mas não vêE pouco adianta sonharSe nunca vamos acreditarQue melhor é possívelCada dia é imprevisível Não basta quererTemos que fazer acontecerViver é aqui e agoraPara a morte não há hora. Filipa Moreira da Cruz Photos : Filipa MoreiraLire la suite « A morte pode esperar »

Crónica de um país desamparado

As últimas semanas em França foram tudo menos monótonas. O país começou a desconfinar-se no dia 3 de Maio. Este processo vai decorrer em quatro fases e a vida de antes (que nunca será totalmente igual) só será recuperada a partir de 30 de Junho. Até lá, continuaremos a caminhar a passinhos de bebé eLire la suite « Crónica de um país desamparado »

Felicidade

Vou contar-te um segredoOs homens dão a volta ao mundoEm busca de fama e de poderE num segundo o ter aniquila o serA humanidade enfia uma máscara agridoceUns dias sai o sol e noutros choveDe repente, o universo torna-se pequenoA loucura engole o sereno A alienação espezinha a razãoColecionam-se coisas e não recordaçõesBrisam-se corpos eLire la suite « Felicidade »

Se não for Covid, pode esperar?!

Há uns dias ligou-me uma amiga. Finalmente (pensei)! A última vez que falamos ao telefone foi no início do ano. Depois dessa data enviei-lhe várias mensagens, mas nunca obtive nenhuma resposta. Quando atendi o telefone apressou-se a desculpar-se dizendo-me que estava muito ocupada. Com o quê? Não tem filhos e está em layoff desde novembro.Lire la suite « Se não for Covid, pode esperar?! »

As voltas da vida

É cão, é gato, é pulga e comichãoÉ uma casa de loucos onde reina a confusãoÉ fora, é dentro, é sempre a andarÉ amor, é alegria, é crescer e partilhar Vida emocionante e repleta de aventuras É a desta criança sempre a fazer travessuras É calor, é sol, é praia e muitos geladosÉ a chuvaLire la suite « As voltas da vida »

Triste fim de vida

Dedico este texto aos idosos, às pessoa de idade, aos velhotes, aos velhinhos. Deixemo-nos de eufemismos e chamemos-lhes simplesmente… velhos! Cada um deve assumir a sua idade sem medo nem pudor. Mais difícil que envelhecer é aceitar que o corpo muda e a cabeça também, embora a ritmos diferentes. O tempo, às vezes, pode serLire la suite « Triste fim de vida »

Ser poeta

Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens! Florbela Espanca Ser poeta é ser um todoPleno e infinitoBrilhante como as estrelasE triste como a noite sem elas O poeta sonha, sempreE quando o desejo perturba a menteOusa pensar que a luaÉ apenas sua Ser poeta é ser diferenteFazer das tripasLire la suite « Ser poeta »

A morte vista de perto

Domingo, dia 29 de novembro de 2020, circuito internacional de Sakhir, no Bahrein. Milhões de telespectadores assistiram em direto ao impressionante acidente de Romain Grosjean. Enquanto o fogo engolia ferozmente o carro, o automobilista saia, pelo seu próprio pé, praticamente ileso. As queimaduras na mão esquerda, o entorse do pé esquerdo e os vários hematomasLire la suite « A morte vista de perto »

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