Para si mãe

Querida mãe,Enviou-me esta fotografia da terra que a acolheuE eu recebo-a com o carinho que sempre me deuEstes versos são insignificantesMas sabe que o amor, esse, é eterno e constanteRegado diariamente com alegria e resiliênciaAlheio a futilidades e prepotênciaO castelo vigia, do alto da colinaA cidade que é sua e quase minhaE a adorada calçadaLire la suite « Para si mãe »

Sentir a vida

Tem cor a tristeza?Tem cheiro a solidão?Tem sabor a beleza?Tem melodia a gratidão?Tem princípio a mudança?Tem fim a saudade?Tem sentido a vingança?Tem mérito a realidade?Tem saída o labirinto?Tem janela o coração?Tem importância o que sinto?Tem brisa o dia de Verão?Tem alma a dor?Tem asas a vitória?Tem corpo o pudor?Tem lógica esta história? Filipa Moreira daLire la suite « Sentir a vida »

Mudança

Cidade perdida no meio de um continenteGente apressada, sol quenteVento ofeganteHumor inconstantePaís que vive contra a correnteEsperança perdida para sempre Mente ausenteReceio permanentePensamentos arbitráriosDonos do mundo autoritáriosInseguranças, devaneiosEsquemas alheiosLabirinto de questõesMúltiplas opçõesFicar não é soluçãoPartir é fruto da imaginaçãoSonhos encurraladosDestroçados, espezinhadosQue fazer?Basta querer!Mudar tudo!A vida morre num segundo. Filipa Moreira da Cruz

Grito do Ipiranga

O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado. Jean-Jacques Rousseau Sonho em prosaEscrevo em versoA vida nem sempre é rosaE o cérebro é perversoMisturo línguasConfundo expressõesOs nervos à flor da peleContrariam as minhas emoçõesCansei-me de pedir licença para existirFartei-me de caminhar nas pontas dos pésSapatinhos de lã invisíveisJá não quero falar baixinhoLire la suite « Grito do Ipiranga »

Manto branco

Um fino véu branco cobriu o mundoEnquanto dormiamos um sono profundoRuas, vilas, prédios, objetos, casasPlanícies, montanhas, rios, estradasTodas as outras cores são uma ilusãoExistem apenas na nossa imaginaçãoBranca é a vida e a esperançaDe branca se veste a confiançaNum planeta mais humanoOnde o divino beija o profanoBrancas são também as questõesFruto das nossas constantes reflexõesELire la suite « Manto branco »

Quando a Primavera chegar

É difícil ter certezas quando se fala das razões do coração. Antonio Tabucchi Quando a Primavera chegarEu sei que vou aqui estarQuando a Primavera chegarEu sei que vou ser capaz de perdoarQuando a Primavera chegarEu sei que estarei pronta para amarQuando a Primavera chegarEu sei que vou querer desfrutarQuando a Primavera chegarEu sei que vouLire la suite « Quando a Primavera chegar »

A história do Senhor Não

Era uma vez um homem carrancudo, sisudo, mal humorado. Comum, banal, igual a tantos outros. Carrageva o mundo nos ombros e as suas pernas começavam a fraquejar. Vestia-se de preto porque a vida não estava para outras cores. Este homem tinha uma particularidade capaz de o distinguir de todos os outros seres humanos: dizia sempreLire la suite « A história do Senhor Não »

Novo mundo

Bem-vindo à “nova normalidade”! Quer ir dar um mergulho no mar? Não há problema! Basta tirar a senha e esperar pela sua vez! Se preferir, fazer um piquenique no parque ou no jardim do bairro, não há nada mais simples! Coma, beba, converse e vigie as crianças de pé porque os bancos são apenas decorativosLire la suite « Novo mundo »

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