Renascer

O mundo desabaA felicidade acabaO vento sopra fortePerdemos o norteRoemos as unhasSomos peixe sem espinhasMordemos os dedosPara esconder os medosAnsiamos pela luz que não chegaE o tal abraço já não aconchegaDe repente, tudo passaA chuva limpa a carapaçaCai a máscara do impostorE o universo recupera o seu esplendorA esperança nunca morreApenas finge que dormePara nãoLire la suite « Renascer »

Ciclo de lavagem

Programa curto, médio ou longoCentrifugação ou nãoA vida muda num segundoPeças sintéticas ou de algodãoRoupa suave ou delicadaColorida, branca ou escuraEstou certa ou errada?A água remove a nódoa ou ela perdura?Ciclo aberto ou fechadoPouco importa!O mundo é um achadoE Deus escreve certo numa linha torta. Nota: Este « poema » surgiu depois de uma avaria da minhaLire la suite « Ciclo de lavagem »

Proibido ser (in)feliz

Seja positivo, sorria. Mas não se esqueça de chorar de vez em quando, isso mostra que não é insensível. Liberte-se das pessoas tóxicas, mas não se afaste da família, mesmo que os mais podres sejam aqueles com quem partilha ADN. Faça o que gosta, mas enquanto não aparece o trabalho dos seus sonhos deixe-se ficarLire la suite « Proibido ser (in)feliz »

RISO

Macron decretou o prolongamento da quarentena até 11 de Maio. Anunciou que serão realizados testes à população mais exposta, assim como às pessoas que apresentem sintomas (até que enfim!). Haverá novas ajudas financeiras para as famílias mais vulneráveis e o regresso à « normalidade » será progressivo e organizado por fases; não sairemos todos de casa aoLire la suite « RISO »

Todos em casa

Saí de Portugal há 20 anos e já vivi em vários países europeus. Desde 2018 a minha casa é Saint-Malo, em França. Estar longe da família e comunicar através de Skype, Whatsapp e Facetime faz parte do meu quotidiano. Bendita era digital! É o preço a pagar por ter escolhido viver no estrangeiro. Somos quatroLire la suite « Todos em casa »

Dor

De repente, cai a máscara!Eu já não sou eu… E ainda bem!Esqueço os medicamentos e as dores,Atraso o relógio porque ainda não é hora. Dissimulo a angústia quotidiana,Retardo os efeitos secundários,Saboreio cada instante – porque seiQue este momento pode ser o último. Volto a ser criança e sou livre!Para correr, saltar, dançar.Fazer trinta por umaLire la suite « Dor »

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