Abençoada loucura

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Loucos são aqueles que ousam ser felizes
E pintam o dia com diferentes matizes
Fazem as pazes com o medo
A vida é um maravilhoso segredo
Prestes a ser desvendado
Esse tesouro tão bem aguardado
Cabe na mão, no peito
Embora de infinito seja feito
Loucos são aqueles que buscam a verdade
Em nome da tal liberdade
Perseguem sonhos
E falam baixinho com anjinhos
Acreditam em fadas
E partilham histórias inventadas
Guiam-nos por labirintos
Dispersos em vários recintos
Louca serei eu também
Por confiar de olhos fechados na minha mãe
Um amor ímpar e verdadeiro
Será sempre o primeiro
A nascer, a crescer, a voar
Libertando-se do céu e do mar
Uma estrela que brilha no firmamento
Solta, num total desprendimento.

Filipa Moreira da Cruz

Superstição

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Tenho um segredo
A sete chaves fechado
Numa gaveta sem fundo
Para sempre guardado
Sete dias da semana
Sete cores do arco íris
Sete notas musicais
E que mais?

Não tem importância
A vida é uma inconstância
E de nada serve
Fazer uma tempestade
Num copo de água
Um dia temos tudo
E no dia seguinte
Não temos nada

Tenho medo de gatos pretos
Não passo debaixo de escadas
Fujo do número treze
Não vá o diabo tecê-las
A quem?
Às dúvidas que pairam
Aos meus medos
Às minhas superstições.

Filipa Moreira da Cruz

Casa

Lugar de aconchego
De festa e de desassossego
Lar doce lar
Onde podemos ser e estar
De pedra ou de madeira
Por uns dias ou para a vida inteira
Para dois, três, quatro, cinco ou seis
Para pobres que se sentem como reis
Ou ricos que mais parecem mendigos
De tão mal agradecidos
Azul, verde, ou branca
Aquecida pelo sol ou pela chama
De uma lareira onde nos sentamos a ler
E a contar histórias até escurecer
Guarda memórias e segredos
Abriga ilusões e medos
Oferece paz e serenidade
Seja ela no campo ou na cidade
Serve para acolher familiares e amigos
Os mais recentes e os antigos.

Filipa Moreira da Cruz

Photos : Filipa Moreira da Cruz

Abençoada loucura

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Loucos são aqueles que ousam ser felizes
E pintam o dia com diferentes matizes
Fazem as pazes com o medo
A vida é um maravilhoso segredo
Prestes a ser desvendado
Esse tesouro tão bem aguardado
Cabe na mão, no peito
Embora de infinito seja feito
Loucos são aqueles que buscam a verdade
Em nome da tal liberdade
Perseguem sonhos
E falam baixinho com anjinhos
Acreditam em fadas
E partilham histórias inventadas
Guiam-nos por labirintos
Dispersos em vários recintos
Louca serei eu também
Por confiar de olhos fechados na minha mãe
Um amor ímpar e verdadeiro
Será sempre o primeiro
A nascer, a crescer, a voar
Libertando-se do céu e do mar
Uma estrela que brilha no firmamento
Solta, num total desprendimento.

Filipa Moreira da Cruz

Superstição

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Tenho um segredo
A sete chaves fechado
Numa gaveta sem fundo
Para sempre guardado
Sete dias da semana
Sete cores do arco íris
Sete notas musicais
E que mais?

Não tem importância
A vida é uma inconstância
E de nada serve
Fazer uma tempestade
Num copo de água
Um dia temos tudo
E no dia seguinte
Não temos nada

Tenho medo de gatos pretos
Não passo debaixo de escadas
Fujo do número treze
Não vá o diabo tecê-las
A quem?
Às dúvidas que pairam
Aos meus medos
Às minhas superstições.

Filipa Moreira da Cruz