Vermelhão

Vermelho de raiva ou de vergonhaDe amor ou de paixãoVermelho esquivo e incerto Que desafia o coraçãoVermelho solto e livreDe correrias e contratemposVermelho ousado e provocadorQue entra na dança sem ser convidadoVermelho de mágoa e de rancorLibertino e ousadoVermelho vivo quando estás zangadoPintado a tinta ou a lápisVermelho que à vida dá corE combate aLire la suite « Vermelhão »

Quem disse…?

Quem disse que a água não tem sabor?Que o silêncio não se ouve?E que tudo tem cheiro?Quem disse que a relva é verde?Que o céu é azul ou cinzento?E que as nuvens são brancas?Quem disse que sucesso é ter dinheiro?Que não fazer nada é preguiça?Que solidão é estar só?Quem disse que o amor não dói?Lire la suite « Quem disse…? »

Jardim secreto

Uma voz caladaUm grito reprimidoUma promessa seladaUm segredo escondidoUm gesto ausenteUma marca apagadaUm passado, um presenteUma mão entrelaçadaUm sonho esquecidoUma espera eternaUm sufoco oprimidoUma carícia ternaUm amor puroDois seres perdidosUma história sem futuroDois corpos esquecidos. Filipa Moreira da Cruz Photos : Paul Laurent Bressin

…e fiquei a ouvir as ondas do mar…

Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu. Fernando Pessoa Sentada numa rochaAnsiando por liberdadeO cenário é mágico E eu respiro serenidade Oiço o bater das ondasO zumzum das abelhasO corropio das gaivotasE o assobio do vento O sol esconde-seEntre a fina brumaE o céu veste-seDe umLire la suite « …e fiquei a ouvir as ondas do mar… »

Sem medo

Quem tem medo não amaQuem tem medo desandaQuem tem medo esqueceQuem tem medo esmoreceQuem tem medo congelaQuem tem medo tagarelaQuem tem medo excluiQuem tem medo não evoluiQuem tem medo condenaQuem tem medo ordenaQuem tem medo envelheceQuem tem medo não esqueceQuem tem medo julgaQuem tem medo vira pulgaQuem tem medo agrideQuem tem medo não progrideQuem temLire la suite « Sem medo »

Ai, o amor!

Duvida da luz dos astros,De que o sol tenha calor,Duvida até da verdade,Mas confia no meu amor. William Shakespeare Não me odeies, não me censuresTudo o que faço é por amorOfereço-te o que tenhoE o que não possedo inventoPara ver-te sempre feliz A tua alma implora maisDeseja algo fora do meu alcanceEu apenas peço umLire la suite « Ai, o amor! »

As voltas da vida

É cão, é gato, é pulga e comichãoÉ uma casa de loucos onde reina a confusãoÉ fora, é dentro, é sempre a andarÉ amor, é alegria, é crescer e partilhar Vida emocionante e repleta de aventuras É a desta criança sempre a fazer travessuras É calor, é sol, é praia e muitos geladosÉ a chuvaLire la suite « As voltas da vida »

Nó na garganta

Grito reprimido, palavras não ditasSufoco na garganta que asfixia o peitoMundo virado do avesso, sem eira nem beiraToxinas à solta que perturbam o sonoE a paz de espírito tão desejada. Corrida contra o tempo, esse senhor doutoradoQue brinca com a nossa paciênciaIlusão de que as posses fazem de nós seres felizesDespojos de uma vida incompletaQueLire la suite « Nó na garganta »

À deriva

Perdi-me nos teus olhosAzuis como o oceanoIntensamente límpidosO divino toca o profanoFui apanhado de surpresaPela tempestadeQue chegou com pressaDe contar toda a verdadeEngolido pelo marVarrido pelo ventoSufoqueiFiquei sem arCaí na armadilha do tempo. Filipa Moreira da Cruz Photos : Filipa Moreira da Cruz

Engano d’alma

E ao acordar, lá vem a consciência. Sophia de Mello Breyner Andresen Mergulhada num sonho infinitoImagino-me imortalPoderosa como mais ninguémFecho os olhos e deixo-me levar O sol é uma bola de fogo ardenteAs nuvens são macias e levesA relva é verde e suaveO céu é um horizonte inatingível Caminho sozinha No meio da multidãoAusento-me dasLire la suite « Engano d’alma »

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