Depende

Reprise

Photo : KaDDD

Dizem que a água não tem sabor nem cheiro
Depende…
Dizem que os rios vão dar ao mar
Depende…
Dizem que depois da vida só há morte
Depende…
Dizem que quando o sol dorme a lua desperta
Depende…
Dizem que um dia somos crianças e, de repente, chegamos a velhos
Depende…
Dizem que depois da tempestade vem a bonança
Depende…
Dizem que ninguém morre por amor
Depende…
Dizem que dois mais dois são quatro
Depende…
Dizem que a felicidade é uma ilusão
Depende…
Dizem que os sonhos não alimentam a vida
Depende…
Dizem que a arte não mata a fome
Depende…
Dizem que não há mal que dure para sempre
Depende…
Dizem que enquanto há vida, há esperança
Depende…
Dizem tanto e fazem tão pouco
Depende…

Filipa Moreira da Cruz

Diz-me o que vês

Reprise

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Diz-me o que vês
Não, não digas

Esses teus olhos não mentem
São puros e transparentes
Deixa-me sonhar, entrar dentro de ti
Trespassar a tua alma sem fim
Dois corpos, um único espírito

Diz-me o que vês
Não, não digas

Sozinha, caminho
Por entre as trevas do passado
Percorro trilhos perdidos
Até atingir a felicidade
Ah, grande momento este!

Diz-me o que vês
Não, não digas

Neste mundo cruel e medonho
Atrevo-me a admirar
Esses teus doces olhos
Que as histórias da vida
Hão-de contar

Diz-me o que vês
Não, não digas

Filipa Moreira da Cruz

Depende

Photo : KaDDD

Dizem que a água não tem sabor nem cheiro
Depende…
Dizem que os rios vão dar ao mar
Depende…
Dizem que depois da vida só há morte
Depende…
Dizem que quando o sol dorme a lua desperta
Depende…
Dizem que um dia somos crianças e, de repente, chegamos a velhos
Depende…
Dizem que depois da tempestade vem a bonança
Depende…
Dizem que ninguém morre por amor
Depende…
Dizem que dois mais dois são quatro
Depende…
Dizem que a felicidade é uma ilusão
Depende…
Dizem que os sonhos não alimentam a vida
Depende…
Dizem que a arte não mata a fome
Depende…
Dizem que não há mal que dure para sempre
Depende…
Dizem que enquanto há vida, há esperança
Depende…
Dizem tanto e fazem tão pouco
Depende…

Filipa Moreira da Cruz

Diz-me o que vês

Photo : Filipa Moreira da Cruz

Diz-me o que vês
Não, não digas

Esses teus olhos não mentem
São puros e transparentes
Deixa-me sonhar, entrar dentro de ti
Trespassar a tua alma sem fim
Dois corpos, um único espírito

Diz-me o que vês
Não, não digas

Sozinha, caminho
Por entre as trevas do passado
Percorro trilhos perdidos
Até atingir a felicidade
Ah, grande momento este!

Diz-me o que vês
Não, não digas

Neste mundo cruel e medonho
Atrevo-me a admirar
Esses teus doces olhos
Que as histórias da vida
Hão-de contar

Diz-me o que vês
Não, não digas

Filipa Moreira da Cruz